UM POUCO DE AR, BRISA, VENTO E UMA LUZ PERFEITA PARA FOTOGRAFAR

FOTOGRAFAR, ANDAR POR AÍ SEM RUMO E CAPTAR UMA ILUSÃO, CRISTALIZA-LA NA MEMÓRIA, SACAR SEM TOCAR A MAGIA DE UMA PESSOA, DE UM LUGAR OU OBJETO QUE PASSA A SER MEU, PODER OLHAR, PODER TER SEM PEGAR É COMO SENTIR O GOSTO SEM BEIJAR? FOTOGRAFAR UMA IDÉIA E ESCREVER UMA IMAGEM. BRINCAR CONSTRUIR DESEJAR RELATAR BUSCAR SEM OU COM PROPÓSITO FOTOGRAFAR

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sant Benefic


Sant Benefic, lânguida dona dos olhos de um dragão com seu rabo em direção ao extremo sul do infinito, porta de entrada e de muitas saídas, é lua que vai e sol que se chega, não tem com a pessoa, seja ela moradora ou vinda de longe, acostumada com o lugar e a beleza de tão grande lua que sobe amarela, tão imensa intensa quanto a força da vida que se despede vermelha. Onde tudo se cria e nada se beneficia, Santa Santi, Sant Benefic! Cidade de tamanho avantajado perdeu carneiros cresceu em gado que perdeu de tamanho para a plantação. Matas nativas, brotos gostosos, palmas que se foram senão desapareceram. Cercada e azul a reta desponta e só então vais te dar conta, do que estou “ti” falando, porque quando cansares irás te acordar dizendo: -“Mi dormi”! Língua mistura de rua que atravessa e leva muamba pelas águas doces da Mirím ou pela areia branca da Barra. Por aqui não se escuta muitos causo de pobrema ambiental, contaminação, envenenamento, as histórias se repetem de galho em galho dos enforcados. Tamanha localidade só perde mesmo pro céu lindo com satélite e tralhas e tal, tem praia que mais parece o Talibã, escombros, destruição quem sabe um náufrago num mar que tá mais pra barco do que pra peixe. Sant Benefic tem algo de misterioso, considerada o quarto município brasileiro no mais baixo índice de desenvolvimento humano, é rica e muito rica com seu solo produtífero, tá na mesa de muita gente a carne -será pelo abigeato?- e o arroz plantado em Sant Benefic!, e sem querer dizer dizendo esse arroz vai e volta.  Arroz andarilho,! Dos mais antigos grãozinhos é responsável por séculos de fornecimento de energia - e mais, a resposta metabólica dos carboidratos do arroz é o maior teor de amilose que resulta em menos quantidade de glicose no sangue, é, possui e não é que tô pra “ti” dizer tchê... que vai hasta Pelotas para tirar a casca e ficar integralzito.